Iguá Saneamento remove grades de estação de tratamento e libera esgoto sem tratamento no oceano.
O despejo irregular de esgoto in natura no mar da Barra da Tijuca, realizado pela concessionária Iguá, está no centro de uma grave denúncia de crime ambiental. A Polícia Civil já instaurou inquérito para investigar a responsabilidade da empresa, que teria violado normas ambientais ao utilizar o emissário submarino para descarte sem tratamento adequado.
O deputado estadual Jorge Felippe Neto, presidente da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Alerj, foi uma das primeiras autoridades a cobrar providências firmes sobre o caso.
Segundo o parlamentar, “a situação ultrapassou todos os limites do aceitável. É inadmissível que uma concessionária privada, que lucra com um serviço essencial como o saneamento, trate a população com esse grau de desrespeito e contamine deliberadamente o nosso litoral”.

Felippinho já solicitou formalmente ao Inea (Instituto Estadual do Ambiente) e ao Ministério Público relatórios detalhados sobre a extensão dos danos, bem como as medidas que estão sendo adotadas para reparar o impacto ambiental. Ele também defende a aplicação imediata de sanções pesadas à concessionária, inclusive a revisão do contrato de concessão.
“Se for preciso romper esse contrato, que se rompa. Não podemos permitir que empresas atuem acima da lei. O meio ambiente não é lixo, e o povo carioca não é cobaia”, declarou o deputado.
A comissão presidida por Jorge Felippe Neto planeja convocar uma audiência pública emergencial nas próximas semanas para ouvir representantes da Iguá, do Inea e da sociedade civil. O objetivo é dar transparência ao processo e garantir que os responsáveis sejam devidamente punidos.
A população da Barra da Tijuca e de todo o Rio de Janeiro merece respostas — e ações concretas. O gabinete do deputado seguirá acompanhando o caso de perto.